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Fóton: Literatura e Outras Partículas
 


FLAP EM SAMPA

 

Quem mora em Sampa e não puder comparecer à FLIP esse ano, agora já tem uma ótima alternativa literária. É um evento/encontro que está sendo batizado de FLAP e será realizado no dia 16 de julho lá no Espaço dos Satyros. E o melhor de tudo: é na faixa.

 

Para obter mais informações sobre a FLAP, basta clicar no endereço abaixo:

 

http://flapeuvou.zip.net

 

Já está anotado na agenda. 



Escrito por Victor Del Franco às 22h04
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JOAN BROSSA

NA CASA DAS ROSAS

 

 

 

Na próxima quarta (29/06) tem lançamento na Casa das Rosas.

Trata-se do livro Poesia Vista de Joan Brossa com seleção de poemas e tradução de Vanderley Mendonça.

A edição é da Amauta Editorial em parceria com a Editora Ateliê.

 

ENTREACTE

 

Els mots corren a canviar-se

de vestir. Baixen els telons, i les bambolines

vénen de nou damunt els bastidors.

Els subjectes, els verbs i els adverbis,

ja vestits d´altra manera, tornen

a escena. Resta un grup

d´adjectius mirant pel

forat del teló.

 

El poema següent ara començarà.

 

 

ENTREATO

 

As palavras correm para trocar

de roupa. Desce o pano e os frisos

ficam de novo sobre os bastidores.

Sujeitos, verbos e advérbios,

já vestidos de outra maneira, voltam

à cena. Fica um grupo

de adjetivos olhando pela

fresta do telão.

 

O poema seguinte vai começar.

____

 

Casa das Rosas

Endereço: Avenida Paulista, 37

Data: 29 de junho (quarta-feira)

Horário: a partir das 19 horas



Escrito por Victor Del Franco às 20h34
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SARTREANAS

NO SESC CONSOLAÇÃO

 

 

 

 

“O que amo em minha loucura é que ela me protegeu, desde o primeiro dia, contra as seduções da “elite”: nunca me julguei feliz proprietário de um “talento”: minha única preocupação era salvar-me – nada nas mãos, nada nos bolsos – pelo trabalho e pela fé. Desta feita, minha pura opção não me elevava acima de ninguém: sem equipamento, sem instrumental, lancei-me por inteiro à ação de salvar-me por completo. Se guardo a impossível Salvação na loja dos acessórios, o que resta? Todo um homem, feito de todos os homens, que os vale todos e a quem vale, não importa quem.”

 

(Último parágrafo do livro de memórias “As palavras”

de Jean-Paul Sartre)

 

O SESC Consolação realiza, entre os dias 20 a 22/06 e 27 a 29/06, uma série de eventos e encontros para comemorar os 100 anos de nascimento do filósofo francês Jean-Paul Sartre (1905-1980). Para obter mais informações, basta entrar no site www.sescsp.com.br e conferir a programação completa.



Escrito por Victor Del Franco às 20h11
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ANO INTERNACIONAL DA FÍSICA

MESA REDONDA

DE ENCERRAMENTO

 

 

A série "Cosmologia e o Ano Internacional da Física" chega ao seu encerramento e promove uma mesa redonda no Café Filosófico da Livraria Cultura (Conjunto Nacional - Av. Paulista, 2073), no dia 21 de junho (terça-feira) às 19 horas.

 

Tema 1:

O FUTURO DO UNIVERSO 

Conferencista: Geoge Matsas

Mestre e Doutor pelo Instituto de Física Teórica/UNESP; fez Pós-Doutorado no Instituto Enrico Fermi da Universidade de Chicago.

 

Resumo da Ópera:

Um debate relacionado às questões sobre a evolução do Universo: Ele existirá para sempre? A vida inteligente terá condições de sobreviver? Poderemos ter acesso a todo o Universo em algum momento de sua história? Até que ponto devemos confiar nas respostas que nossas teorias atuais (e as que estão por vir) dão a essas questões?

 

Tema 2:

O FUTURO DA COSMOLOGIA: DOS GREGOS AO SÉCULO XXI

Conferencista: José Ademir Sales de Lima

Docente do Departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosférias da USP, e do Departamento de Física Teórica e Experimental da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

 

Resumo da Ópera:

A idéia de uma Quintessência  (ou Quinto Elemento) como um tipo especial de matéria que preenche o cosmos, foi introduzida pelos gregos. Na Cosmologia aristotélica, por exemplo, o Universo seria finito, estático e formado por cinco elementos primordiais: água, ar, terra, fogo e Quintessência. Esta seria uma substância diferente das outras:  transparente, inalterável e imponderável; uma matéria prima que formaria a lua, os planetas, o sol e as estrelas. A Quintessência era um elemento essencial para tornar o modelo cosmológico grego consistente.

Em 1998, as observações astronômicas de supernovas mostraram, com grande precisão, que o Universo expande aceleradamente. Tal resultado surpreendeu a comunidade científica, pois, sendo a gravidade uma força atrativa, a expansão deveria ser desacelerada, conforme se acreditou durante muitas décadas. Para explicar o resultado dessas observações, os cosmólogos introduziram uma componente extra no Universo, o ente responsável pelo atual estágio de expansão acelerada. Atualmente, acredita-se que o Universo é basicamente formado por bárions (elementos pesados), fótons, neutrinos, matéria escura, além da componente que acelera o universo – sendo, esse último, o quinto e o mais abundante dos elementos básicos. Assim, adotou-se o nome Quintessência, oriundo da tradição grega.



Escrito por Victor Del Franco às 14h54
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PALAVRAS EM DESTAQUE

NO MEMORIAL

 

 

Nesta segunda-feira (13/06), o projeto Segundas no Memorial apresenta uma peça teatral baseada na obra e na biografia fictícia de Alberto Caeiro, um dos heterônimos de Fernando Pessoa. Aspectos da vida de Pessoa também fazem parte da peça. A adaptação do texto é do Grupo Ria.

 

 

 

     Da mais alta janela da minha casa 
     Com um lenço branco digo adeus
     Aos meus versos que partem para a Humanidade.

     E não estou alegre nem triste.
     Esse é o destino dos versos.
     Escrevi-os e devo mostrá-los a todos
     Porque não posso fazer o contrário
     Como a flor não pode esconder a cor,
     Nem o rio esconder que corre,
     Nem a árvore esconder que dá fruto.

     Ei-los que vão já longe como que na diligência 
     E eu sem querer sinto pena
     Como uma dor no corpo.

     Quem sabe quem os terá?
     Quem sabe a que mãos irão?

     Flor, colheu-me o meu destino para os olhos. 
     Árvore, arrancaram-me os frutos para as bocas.  
     Rio, o destino da minha água era não ficar em mim.  
     Submeto-me e sinto-me quase alegre,
     Quase alegre como quem se cansa de estar triste.

     Ide, ide de mim!
     Passa a árvore e fica dispersa pela Natureza.
     Murcha a flor e o seu pó dura sempre.
     Corre o rio e entra no mar e a sua água é sempre a que foi sua.

     Passo e fico, como o Universo.

 

                (Alberto Caeiro - O Guardador de Rebanhos - XLVIII) 

 

Segundas no Memorial - Auditório Simón Bolivar

Memorial da América Latina - 20:00 horas - entrada franca

(Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664)

 

***

 

E na quinta-feira (16/06), o projeto Arte em Palavras fará uma homenagem ao escritor paraguaio Augusto Roas Bastos, morto em 26 de abril.

 

 

           LA TIERRA

Sembrada entre sus vientos capitales

y desde el pecho casi sin orilla,

su corazón estalla en la semilla

de corazones rojos e inmortales.

 

Al Norte, sus cornisas minerales;

la arena, al Oeste, que en los huesos brilla,

y entre el Este y el Sur, la verde quilla

de su barco de tierra y vegetales.

 

Hundida hasta la frente con su carga

de escombros y de vivos corazones,

mira pasar el tiempo en una larga

 

sucesión de esperanzas y muñones,

hasta que rompa su prisión amarga

el puño popular de sus varones.

 

                   (Poema do livro El naranjal ardiente, 1960)

 

Arte em Palavras - Biblioteca Latino-Americana

Memorial da América Latina - 19:30 horas - entrada franca

(Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664)



Escrito por Victor Del Franco às 13h21
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ALBERT EINSTEIN

E O "ANO MILAGROSO" 

 

 

Quem acompanha este blog, já deve ter notado que, de tempos em tempos, faço aqui alguma menção sobre o Ano Internacional da Física. Pois bem, a comemoração desse "Ano" deve-se especificamente ao centenário das publicações dos primeiros estudos e descobertas feitas por Albert Einstein no campo da Relatividade e também sobre o comportamento específico da Luz. O ano em questão (1905) é considerado, hoje, como sendo o "Ano Milagroso" do genial físico.

 

“Penso que as observações sobre a radiação do corpo negro, a fotoluminescência, a produção de raios catódicos [elétrons] pela luz ultravioleta, e outras classes de fenômenos concernentes à produção e à transformação da luz, parecem mais compreensíveis se admitirmos que a energia da luz está distribuída de maneira descontínua no espaço. Segundo a hipótese proposta aqui, na propagação de um raio luminoso, emitido por uma fonte pontual, a energia não está distribuída de maneira contínua sobre espaços cada vez maiores, mas é constituída de um número finito de quanta de energia localizados em pontos do espaço, cada um se deslocando sem se dividir e podendo ser absorvido ou produzido apenas em bloco.”

 

(Trecho do artigo/trabalho "Um ponto de vista heurístico sobre a produção e a transformação da luz" publicado por Albert Einstein no periódico Annalen der Physik em março de 1905)

 

Com esse trabalho, nascia o conceito de Fóton (quantum de luz) e a física quântica moderna.

 

Em tempo: neste último domingo (05/06) a Folha de São Paulo publicou um caderno especial sobre Einstein e os 100 anos da publicação de seus primeiros trabalhos sobre a Relatividade Especial.



Escrito por Victor Del Franco às 22h25
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CORREDOR LITERÁRIO

NA PAULISTA

 

Em outubro, um "Corredor Literário" tomará conta da avenida Paulista. É o seguinte: um evento, organizado pela Secretaria de Estado da Cultura, está sendo programado para acontecer entre os dias 24 e 30 do referido mês. A intenção é que sejam realizados saraus, oficinas literárias, palestras, workshops e afins. Vamos aguardar para ver o que vai acontecer. Iniciativas para promover a literatura serão sempre bem-vindas. Havendo novidades, elas serão informadas por aqui.



Escrito por Victor Del Franco às 20h01
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ALÉM DA RUA

 

Este é o nome do blog do escritor Rogério Augusto que acabou de entrar em órbita. Quem quiser conhecer um pouco mais, é só clicar no link correspondente que está aí ao lado.

 

Confira o texto de abertura:

 

Táxi para três

Primeiro entrou a mulher loira, seios fellinianos. Seios observando o mundo pelo farto decote. Ela mordia os lábios como se matasse a facadas o covarde amante, abandono na porta do hotel sem categoria, noite quente qualquer. Depois foi a vez de um homem gordo e calvo, amarrado num terno bege e numa gravata marrom. Mudo, carregava uma pasta preta como se dentro, uma vida. Por último, entrou Rebeca. Silicone, maquiagem mascarada, pomo-de-adão, perfume barato. Ao sorrir para dizer olá, com licença, tragos de Dreher invadiram o táxi. Os três deixaram para trás a Amaral Gurgel. Pediram para descer na Augusta. Durante o curto trajeto nada falaram. A mulher loira mirava fixamente as ruas como uma criança aflita em noite de pesadelo. O homem gordo e calvo desistiu do mutismo. Assoubiou um bolero. Seria Contigo en la Distancia? Tom melancólico jamais ouvido. Rebeca entretinha-se com suas novas unhas postiças importadas, liquidação proveitosa. Desceram no local combinado. O homem gordo e calvo pagou a corrida com uma nota de cinqüenta. Despediu-se com um boa noite seco depois de receber o troco. Não olhou para os lados ao sair do automóvel, preservando um simulado anonimato. Apressadamente, os três subiram os degraus estreitos de uma atmosfera extremamente avermelhada. Hotel, boate, sauna, parque de diversões, jardim zoológico? Acompanhei o desaparecer dos três no túnel. O táxi também partiu. Afastei-me, tentando a distância ler o nome do estabelecimento desenhado em neon. Mas havia outros letreiros também desenhados em neon em tantos estabelecimentos como aquele. Todos juntos, dispostos um ao lado do outro, propositadamente confundia-me. Acendi um cigarro. Comecei a pensar na vida como nunca antes fizera, cantando o bolero que o homem gordo e calvo parecia assobiar: no existe um momento del día en que puedo olvidarme de tí, el mundo parece distinto cuando no estás junto a mí. Naquele instante, enxerguei a cara da solidão. Era toda aquela gente mais eu.


Escrito por Victor Del Franco às 22h45
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CLARICE LISPECTOR:

ÚLTIMAS PALAVRAS

 

 

Uma matéria publicada na Folha de São Paulo nessa quarta-feira (01/06) traz a última anotação feita por Clarice Lispector e que pertence ao arquivo pessoal de seu filho, Paulo Gurgel Valente. São palavras fortes e belas, como tudo que ela escreveu durante a vida.

 

"Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros"

 

Em tempo:

FLIP deste ano fará homenagem especial à "Bruxa das Palavras".



Escrito por Victor Del Franco às 22h10
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