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Fóton: Literatura e Outras Partículas
 


SAPOS E LOROTAS

 

 

   E já entrou em órbita mais um ótimo site sobre Literatura.

 

   Trata-se do "Tudo Lorota! - Ficções e outros sapos" com a apresentação de contos, resenhas e entrevistas que são editados de uma forma inteligente e muito bem humorada por um tal de Sapo Rodrigo.

 

   Na realidade, o grupo que edita o site é formado por integrantes de uma oficina literária que foi realizada em 2004 na Casa Mário de Andrade. Vale a pena conferir. O link está aí ao lado.



Escrito por Victor Del Franco às 15h08
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A PRIMEIRA ESTAÇÃO

 

 

Na semana passada, a NASA anunciou um novo projeto para levar o Homem à lua na próxima década. Mas não é essa a questão. O que acredito ser mais interessante nessa história toda é a relação de fascínio, mistério e, porque não dizer, uma certa dose de assombro que invade o espírito humano em seu eterno questionamento sobre a imensidão do Espaço e do Universo.

Uma pequena parte dessa história que envolve a relação do Homem com o Espaço, foi marcada pela presença da Estação Espacial MIR. O primeiro módulo da MIR foi lançado em fevereiro de 1986, data que coincide com o início da Perestroika, ou seja, a abertura política que então se instalava na antiga União Soviética.

A MIR foi projetada para permanecer no Espaço durante um período aproximado de 5 anos mas, apesar de todos o problemas existentes, ela conseguiu superar todas as expectativas e permaneceu em órbita por 15 anos (foi desativada e consumiu-se em chamas ao reentrar na atmosfera terrestre em março de 2001).

Durante esse período de 15 anos, muitos astronautas de diversos países tiveram a experiência de “morar” no Espaço por alguns dias, porém, o recorde de permanência foi estabelecido por Valeri Poliakov que viveu em órbita durante 438 dias ininterruptos, um feito extraordinário, levando-se em conta as condições de isolamento quase absoluto e as acomodações precárias de um ambiente mínimo que, pode-se dizer, era uma verdadeira “kitinete”. Outro astronauta que também “morou” por um longo período na MIR foi Seguei Avdeyev que, somando-se 3 viagens de ida e volta, ficou 747 dias em órbita (mais de 2 anos).

Envoltos pela ausência de gravidade e observando do alto a suave curvatura azul da Terra, na certa, os astronautas viajavam em divagações.

 

 

 

 

MUITO ALÉM DA ESTAÇÃO

 

Ínfimo ponto

em queda constante

perdido na vastidão

de outros pontos.

 

silêncio...

 

Corpos interiores

navegam juntos

e solitários

na paz da Mir.

 

silêncio...

 

Imagino as questões

que são formuladas

no cerne

destes corpos.

 

silêncio...

o Absoluto silêncio...

 

 

 

(Poema que faz parte do

Fóton: Uma Partícula de Luz - Volume 3 / Março 1995)



Escrito por Victor Del Franco às 14h52
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HAIKAI (OUTRA VEZ)

 

 

A edição desse mês da revista EntreLivros publica uma matéria sobre haikais (ou haicais, seguindo a grafia utilizada na revista). O título da matéria é “Haicai, a insustentável leveza do zen” e é um ótimo texto de introdução ao tema. Vale a leitura. Por conta disso, outro haikai vem em boa hora.

 

 

 

...e o cravo cismado:

– Bem me quer ou mal me quer

a margarida?

 

 

(Poema que faz parte do

Fóton: Uma Partícula de Luz - Volume 3 / Março 1995)



Escrito por Victor Del Franco às 22h22
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HAIKAI

 

 

 

     O primeiro contato que tive com os haikais ocorreu no meado dos anos 1980 através de livros de Paulo Leminski e Alice Ruiz. Depois disso, movido por interesse pessoal e curiosidade, fui buscar um pouco da história desses pequenos poemas de origem japonesa.

     Em sua terra natal e em muitos outros países ele é mais conhecido como haiku e, em sua forma tradicional, é composto de 17 sílabas que são divididas em três versos (5 – 7 – 5). Tem como um de seus principais representantes o poeta Bashô. Porém, deixando essas breves considerações de lado, vamos ao haikai em si:

 

 

Castelo de areia

na beiradinha do mar,

efêmero reino.

 

(Poema que faz parte do

Fóton: Uma Partícula de Luz - Volume 3 / Março 1995)



Escrito por Victor Del Franco às 16h18
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LETRAS EM ÓRBITA

 

 

     Assim como a literatura, cultivo também a astronomia como um dos meus temas de preferência e interesse.

     Provavelmente, se eu tivesse uma afinidade maior com os números e as fórmulas matemáticas, teria me dedicado ao estudo da física e da astronomia com mais abrangência. Mas, felizmente, esses temas não se resumem apenas em cálculos e equações complexas; há também toda a parte teórica com suas diversas variantes e reflexões sobre a origem das partículas e do Universo.

     Livros como Cosmos e Pálido Ponto Azul (Carl Sagan), Os Três Primeiros Minutos (Steven Weinberg), Uma Breve História do Tempo e O Universo Numa Casca de Noz (Stephen Hawking), O Universo Elegante (Brian Greene), A Dança do Universo e O Fim da Terra e do Céu (Marcelo Gleiser) entre outros, integram e compõem uma viagem fascinante através das muitas dimensões do Espaço e do Tempo.

     O poema a seguir talvez esteja flutuando sem rumo por uma dessas muitas dimensões e ninguém sabe onde ele pode parar. Boa viagem!

 

(Precisei editar o poema abaixo em várias partes porque o tal blogue UOL possui um limite de caracteres. Espero que isso não prejudique a leitura.)



Escrito por Victor Del Franco às 20h42
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VIAGEM

 

"A imaginação é mais importante

que o conhecimento."

(Albert Einstein)

 

Suave cai a tarde assim serena

sobre o duro concreto embrutecido

e lenta já desliza pelos muros

e pelos cantos já indefinidos

 

suave cai a tarde mais silente

sobre o áspero asfalto destas vias

e meiga então se espalha pelas ruas

e por essas calçadas sempre frias

 

e ao nada abandonado entre paredes

contemplo agora o quieto firmamento,

o quieto espaço em plena trajetória

que tênue e calmo vai escurecendo;

 

suave cai a noite mais singela

sobre o metal em rígida estrutura

e leve então se expande ao horizonte

delineando a sua curvatura

 

suave cai a noite assim sensível

sobre a fachada em vidro espelhado

e agora já invade toda parte

apagando o crepúsculo avermelhado

 

e absorto neste clima de leveza

enquanto o céu atinge um tom discreto

lanço um repleto olhar ao infinito

e já adormeço o espírito inquieto;

 

(continua)



Escrito por Victor Del Franco às 20h35
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suave cai a noite inda em meu ser

pronto a iniciar veloz viagem

que à imaginação envolto em laços

da grande imensidão já avista a imagem:

 

 

 

 

e a jornada em seu princípio

em meus olhos faz-se azul

e suspenso pois Gagarin

vem surgindo contraluz

e o seu "verso" inaugural

em tal língua se traduz:

 

- A TERRA É AZUL!

 

azul

azul

azul

 

azul o céu

azul-celeste

azul o mar

azul-marinho

 

azul acalma

azul a alma

azul a calma

azul-anil

 

azul o ar

o fogo azul

azul a água

e a Terra azul

 

   azul

   azul

   azul

 

prossigo viagem

pousando na Lua

a Lua luzente

que em fases atua

 

a Lua minguante

a nova e crescente

a Lua mais cheia

passeia contente

 

a pálida Lua

que brilha desperta

é Lua sublime

sublime e deserta

 

(continua)



Escrito por Victor Del Franco às 20h28
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a Lua fagueira

que gira ditosa

é Lua sutil

sutil e formosa

 

meu corpo navega

navega e flutua

nos mares tranqüilos

nos mares da Lua

 

circula meu corpo

na brisa tão breve

e desce dos montes

e sobe mais leve

 

e do alto mergulha

travesso ao brincar

mergulha em crateras

não pode parar

 

e agora portanto

meus pés descalçados

deslizam precisos

por todos os lados

 

deslizam precisos

onde a Águia pousou

aqui onde Neil

também deslizou

 

meu corpo navega

navega e flutua

nos mares tranqüilos

nos mares da Lua

 

a Lua de estórias

a Lua dos homens

a Lua das lendas

e os tais lobisomens

 

a Lua dançante

em simples alvura

que baila e resguarda

a imagem escura

 

a plácida Lua

em noite gentil

sorrindo à seresta

em noites de abril

 

a Lua poética

a Lua galante

a Lua dos ébrios

e tantos amantes

 

meu corpo navega

navega e flutua

nos mares tranqüilos

nos mares da Lua

 

 

 

 

e varando o espaço denso

sigo em frente assim ligeiro

sigo em frente e me deparo

com outro corpo por inteiro

outro corpo tão formoso

tão brilhante e tão faceiro

 

na manhã Estrela d'Alva

bela Vênus prateada,

é porém planeta instável

de área triste e desolada,

raios cortam o seu céu

de alquimia carbonada

 

bela Vésper solitária

bela estrela que abandono

corro agora pra Mercúrio

danço agora em seu contorno

faço a volta, volta e meia,

meia volta em seu adorno

 

(continua)



Escrito por Victor Del Franco às 20h19
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pobre corpo desprovido

pois despido em sua esfera

não tem ventos, não tem nuvens

nessa mínima atmosfera,

longos dias sempre quentes

noites frias e severas

 

faz trajeto perigoso

faz seu giro sem bom senso

gira gira planetinha

rente ao Sol, ao Sol intenso,

giro giro e assim avanço

rumo ao astro tão imenso

 

astro claro e generoso

astro luz e seu efeito

gera a vida calorosa

e essa alegria em meu peito,

Sol tamanho e absoluto

Sol supremo e quão perfeito

 

de seu plasma em confusão

que em fusão tudo produz

fúria e força interior

força e fibra que reluz

fibra e fúria de seu útero

de onde nasce a nossa luz

 

surge a vida

surge o Sol

surge a rosa

e o girassol

 

na brancura matinal

em que a luz se faz nascente

no longínquo patamar

mostra a face incandescente

 

luz a vida

luz o Sol

luz a rosa

e o girassol

 

e durante o breve ciclo

nos observa tão silente

e depois guarda pra si

seus mistérios no poente

 

dorme a vida

dorme o Sol

dorme a rosa

e o girassol

 

"aterrisso" agora em Marte

na seqüência da jornada

não espero nem desisto

e persisto na empreitada,

não descanso e logo faço

uma longa caminhada

 

(continua)



Escrito por Victor Del Franco às 20h14
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faço logo a exploração

dessa terra que é tão fria,

tem chão seco e arenoso

como duna em ventania

e um relevo depressivo

numa rubra geografia

 

sobre um vale extenso e fundo

faço um vôo assim rasante,

vôo aqui, vôo acolá

sempre um vôo tão constante

e ardoroso corto o solo

desse Vallis adiante

 

e dominam suas noites

o tal medo e o tal terror,

eles são Phobos e Deimos

elas são noites de horror

elas são noites sombrias

só de pânico e pavor

 

pela faixa de asteróides

vou passando em disparada

e aos externos vou rumando

no percurso dessa estrada

e a viagem continua

e acentua essa toada

 

chego a Júpiter gigante

de pressão descomunal

um planeta quase estrela

onde vejo um vendaval

e uma mancha tão vermelha

tão espessa e desigual

 

em Calisto faço um pouso

de onde posso contemplá-lo

me aproximo mas não entro

me contento em avistá-lo

pois que intensas turbulências

não me deixam abordá-lo

 

acelero então os passos

dessa minha odisséia

essa pequena aventura

essa modesta epopéia

e até onde posso ir

já não faço nem idéia

 

sem mudar a direção

mesmo em curso taciturno

sempre vou por essas trilhas

e sempre em rumo oportuno

já me encontro aos arredores

das belezas de Saturno

 

passo pois pelos anéis

nessas órbitas incríveis

formam tantas alianças

de nuanças aprazíveis

vão bailando em tal leveza

como valsas indizíveis

 

(continua)



Escrito por Victor Del Franco às 20h12
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e brincando de me achar

por excêntricos instintos,

em caminhos tortuosos,

sinuosos e distintos

sem perder-me sigo em seus

(meus) concêntricos labirintos

 

retomando a trajetória

já diviso o tal Urano

um corpo verde-azulado

de água, amônia e de metano,

traz consigo as quinze luas

e os anéis no mesmo plano

 

logo a frente avisto um outro

quase em mesma formosura,

corpo azul-esverdeado

em semelhante estatura,

a Netuno me refiro

que admiro em tal fulgura

 

e a Plutão já me dirijo

vou num salto rigoroso

e em seu giro extravagante

me divirto curioso,

talvez seja esse o limite

de um sistema primoroso

 

e ao cruzar essa fronteira

que se estende pelo espaço

muito ainda existe e vejo

nesse mesmo e tal compasso,

traço agora o meu caminho

junto a Órion e seu braço

 

e persigo Alfa Centauro

mil estrelas tão distantes

Rigel, Sirius e Mimosa

com seus brilhos variantes

Bellatrix, Aldebaran,

tantas luzes cintilantes

 

quantas? quantas? quantas são?

quantas tenho pra contar?

em diversa magnitude

num caleidoscópio estelar

quantas? quantas? quantas são?

quantas tenho em meu olhar?

 

constelações infinitas

cada qual com seu primor

Taurus, Gemini, Perseus,

em graça, em luz e em fulgor,

de Andrômeda e Cassiopéia

vou ouvindo até o rumor

 

e não mais que de repente

qual encanto, qual magia

uma nova Supernova

num instante aparecia

e surgiu em Magalhães

numa nuvem reluzia

 

(continua)



Escrito por Victor Del Franco às 20h09
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das galáxias vou no encalço

por essa trilha admirável,

nos confins do conhecido

o limiar do indecifrável

e um cometa me conduz

de uma forma tão notável

 

ele passa por cadentes

e por tantas nebulosas,

anãs brancas e vermelhas

todas elas ardorosas

e ele segue sem roteiro

numa órbita caprichosa

 

por pulsares ele passa

sinuoso sem parar

vai além e me abandona

bem ao lado de um quasar

bem onde a imaginação

tão cansada foi pousar...

 

devagar...

devagar...

devagar...

 

e durante o seu repouso

ela segue lentamente

e ela vaga e continua

numa calma displicente

e ela vai sem perceber

junto ao risco iminente

 

ela segue indefinida

já não pode voltar mais

e prossegue sempre em frente

e aproxima-se demais,

rompe o caos, negro buraco

e não tornará jamais...

 

divagar...

divagar...

divagar...

 

e em meu quarto não correu

nem sequer um breve instante,

do crepúsculo avermelhado

inda resta algum rompante

e o absurdo que aqui impera

faz desperto o inquietante

 

e a astral imaginação

com o espírito a vagar

viajando assim profundo

vão buscando um só lugar...

- e o Universo em sua essência

quer chegar em qual solar?

 

 

(Poema que faz parte do

Fóton: Uma Partícula de Luz - Volume 2 / Fevereiro 1995)



Escrito por Victor Del Franco às 20h06
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