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Fóton: Literatura e Outras Partículas
 


ENTRE GALOS

E GALINHOS

 

 

– Satisfeito com a previsão, Juvenal?

– Em termos.

– Como assim?

– Sem muita força, raça ou gana, o Brasil só jogou pro gasto.

– E o golaço do Ronaldo?

– Mais uma vez ele mostrou que está fininho, e que assim continue. Sem piripaques contra a França.

– Nada de piripaques dessa vez, Juvenal. Já estou preparando uma mandinga das boas para o próximo jogo.

– Iiih... lá vem besteira...

– Não enche, pô! Até agora, tudo está dando certo!

– Ok, ok, Agenor... o médico disse que é melhor não contrariá-lo.

– Antes que eu me esqueça, Juvenal: VAI TOMANDO NOTA... e pede pro Toninho trazer uma bem gelada.

– Já que você ainda está com essa bobagem de mandinga na cabeça, deixe-me lembrá-lo de uma coisa.

– O que é dessa vez, seu ranzinza?

– O trabalhinho terá que ser em dose dupla.

– E posso saber por quê?

– 86 e 98.

– Porra, é mesmo! Caralho, vai ser foda!... Toninho, além da cerveja, traz também um rabo-de-galo.

– Você não acha que já tem muito galo e galinho nessa história?

– É, tem razão. Toninho, esquece o rabo-de-galo e traz uma caipirinha.

 

 

 

 

 

 



Escrito por Victor Del Franco às 19h12
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MIL TONS

 

 

– Como é que é, Juvenal, o jogo com os samurais valeu?

– Valeu pelo segundo tempo. Finalmente a seleção entrou em campo e começou a ficar afinada, começou a entrar no tom.

– Então, palmas para o segundo tempo. Por falar nisso, o Ronaldo continua desafinado?

– Que é isso, Agenor, de jeito nenhum... quem foi que disse isso? Ele está fininho, fininho...

– Hummm...

– Mas agora o Brasil vai encarar uma seleção africana.

– E o que é que tem?

– Eles são abusados e jogam um bolão, lembra das olimpíadas?

– Nem quero lembrar.

– E aí, Agenor, você que adora dar palpites, qual é a previsão dessa vez?

– A previsão é a seguinte:

    É preciso ter força

    É preciso ter raça

    É preciso ter gana

    Sempre.

 

 

 

 

 

 



Escrito por Victor Del Franco às 19h56
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BOLA SEM BOSSA

 

 

 

Ô-lê-lê, ô-lá-lá, o Brasil vem aí e o bicho vai pegar.

– Que cantoria é essa, Agenor?

– A classificação, Juvenal, a classificação!

– E você acha que já é hora de sair cantando?

– Canta comigo: Explode coração na maior felicidade...

– Com esse futebol, o coração vai explodir mesmo.

– Não enche, Juvenal.

– O sufoco só terminou aos 44 do segundo tempo.

– Faz um favor, Juvenal, pede pro Toninho trazer uma bem geladinha e vamos comemorar.

– Pode ser qualquer cerveja ou tem que ser australiana?

– Não adianta fazer graça justo agora que o trabalhinho já deu resultado. Pede qualquer uma e não me azucrina.

– Acho que você deveria fazer um trabalhinho pra seleção começar a jogar bola. O time está mais desafinado que a sua cantoria.

– Vou pensar no seu caso.

– E as previsões, hein, Agenor? O seu palpite para o próximo jogo já está furado.

– Deixa pra lá, isso não importa. Já estamos nas oitavas e que venha o Japão.

– E que venha o quadrado afinado.

– É, isso também.

Se você disser que eu desafino, amor
Saiba que isso em mim provoca imensa dor

O que você não sabe nem sequer pressente
É que os desafinados também têm um coração.

 

 



Escrito por Victor Del Franco às 18h13
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MÁGICO

 

 

– Viu só, Juvenal?

– Viu o quê?

– A mandinga...

– O que é que tem?

– Deu resultado.

– Não fala besteira, Agenor. Pára com essa mania, isso não leva a nada.

– Deixa de ser ranheta, Juvenal, o Brasil ganhou.

– Por falar nisso, o resultado do jogo foi bem meia-boca...

– Meia-boca, vitória inteira. É isso que conta.

– Hummm!

– A propósito, você me deu uma idéia.

– Que idéia?

– Da meia.

– Meia?

– É, porra, a meia. Agora, além da cueca, eu também vou usar o mesmo par de meias até o final da Copa.

– Você é doido, Agenor.

– Doideira pouca é bobagem, eu quero é curtir a vitória.

– E o quadrado? Mágico?

– O quadrado ainda não está redondo, mas vai ficar. Tenho certeza.

– Por falar em redondo... Toninho, traz aquela que desce redondo.

– Juvenal, eu já disse: cerveja, só se for australiana.

– Tira essa merda de mandinga da cabeça, Agenor. Enche o seu copo e vamos brindar ao Dida. O Kaká jogou bem, mas quem fez a mágica foi o goleiro.

 

 

 



Escrito por Victor Del Franco às 19h11
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MÚSICA E FUTEBOL

 

 

Que assim seja o ritmo da seleção

 

O futebol

(Chico Buarque)

 

Para estufar esse filó
Como eu sonhei

Se eu fosse o Rei
Para tirar efeito igual
Ao jogador
Qual
Compositor
Para aplicar uma firula exata
Que pintor
Para emplacar em que pinacoteca, nega
Pintura mais fundamental
Que um chute a gol
Com precisão
De flecha e folha seca

Parafusar algum joão
Na lateral
Não
Quando é fatal
Para avisar a finta enfim
Quando não é
Sim
No contrapé
Para avançar na vaga geometria
O corredor
Na paralela do impossível, minha nega
No sentimento diagonal
Do homem-gol
Rasgando o chão
E costurando a linha

Parábola do homem comum
Roçando o céu
Um
Senhor chapéu
Para delírio das gerais
No coliseu
Mas
Que rei sou eu
Para anular a natural catimba
Do cantor
Paralisando esta canção capenga, nega
Para captar o visual
De um chute a gol
E a emoção
Da idéia quando ginga

(Para Mané para Didi para Mane, Mané para Didi para Mané para Didi para
Pagão para Pelé e Canhoteiro)



Escrito por Victor Del Franco às 23h53
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PARÊNTESIS

 

O texto a seguir foi escrito e postado neste blog no dia seguinte (10/12/2005) ao sorteio dos grupos da Copa da Alemanha. Como estamos na semana de abertura da competição, resolvi republicá-lo.

 

 

ALEA JACTA EST

 

 

– Stjepan, Darijo Srna, Kranjcar...

– Hein?!

– Josip Simunic, Klasnic, Babic...

– Endoidou?

– Não me atrapalha, Juvenal. Não está vendo que estou concentrado?

– Mas que merda é essa que você está fazendo?

– Mandinga.

– Mandinga?!

– É, porra! Mandinga, vodu, despacho, cruz-credo, sei lá. Chame do que você quiser. O importante é que esse trabalhinho dê resultado.

– Trabalhinho? Que tipo de trabalhinho?

– Esse aqui, não está vendo?

– Só estou vendo um monte de papeizinhos rabiscados.

– Pois é, o trabalhinho é esse mesmo. Estou escrevendo os nomes de todos os jogadores da Croácia nesses papeizinhos pra depois colocá-los na boca de um sapo morto.

– Hummm... sei, sei... Lá vem você de novo com essas besteiras e fanatismos babacas. Era só essa que faltava, Agenor. Você, mais do que ninguém, já devia estar careca de saber que se esse negócio de mandinga ou qualquer outra crendice semelhante pudesse dar certo, o campeonato baiano sempre terminaria empatado.

– Eu já disse, Juvenal, não me atrapalha. Eu não posso perder a concentração justo agora.

 

(continua)



Escrito por Victor Del Franco às 02h29
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– Toninho, traz uma cerveja aqui pro nosso amigo que ele está precisando refrescar as idéias.

– Cerveja, só se for lá da terra dos cangurus.

– Como é que é, Agenor?

– Isso mesmo. Só se for uma cerveja australiana.

– Toninho, traz duas cervejas. O nosso amigo está pior do que eu imaginava.

– Só tem Brahma e Antarctica.

– Então não precisa trazer.

– Que é isso, Agenor, você nunca foi de recusar uma cervejinha gelada.

– Não estou recusando. Só estou dizendo que precisa ser uma cerveja australiana.

– E eu posso saber por quê?

– É pra fazer macumba numa encruzilhada.

– ?!

Noventa milhões em ação, pra frente Brasil,salve a seleção...

– Você está passando bem, Agenor? Que negócio é esse de fazer macumba? E, ainda por cima, com cerveja australiana... onde é que você vai encontrar cerveja australiana por aqui?

– Eu dou um jeito, pode deixar... e não é só a cerveja, não... tem também dois pés de galinha, farofa e uma vela preta.

–Toninho, traz um engradado completo de cerveja porque o caso é grave. O nosso amigo está começando a delirar.

– Ogasawara, Miyamoto, Nakamura...

– Espere um pouco, Agenor. Você também está pensando em fazer algum tipo de mandinga contra o Japão?

– E porque não? Qual é o problema?

– Mas o técnico do Japão é o Zico, porra! O que você tem contra ele?

– Aí é que está a melhor parte. É justamente por isso que o trabalhinho contra o Japão será muito mais elaborado. Veja bem, Juvenal, preste atenção: no jogo do Brasil com o Japão eu estou prevendo que acontecerá um pênalti no último minuto do segundo tempo a favor dos samurais. A partida estará 2 x 1 para nós e o Japão precisando do empate para se classificar à próxima fase. Acompanhe o meu raciocínio, Juvenal: o Zico vai pedir pro melhor jogador japonês bater o pênalti, AHAHAHAH! E sabe o que vai acontecer, Juvenal? Hein, Juvenal,sabe?

– Toninho, suspende a cerveja e chama um médico. Rápido!

 

 



Escrito por Victor Del Franco às 02h22
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